Incompetência
Incompetência é a palavra que traduz da melhor forma a deslocação do Farense esta tarde a Monte Gordo. Incompetência do Farense que não conseguiu superiorizar-se a um adversário reduzido a 10 em grande parte da partida e já perto do fim a 9 unidades, a um adversário que só dispunha de um jogador no banco de suplentes, incompetência da equipa técnica que não foi capaz de mesmo antes do jogo colocar os elementos que lhe poderiam dar mais garantias, de durante o jogo não conseguir reagir face às adversidades com clarividência, incompetência do árbitro José Albino e do seu auxiliar do lado do peão que acumularam erros atrás de erros ao longo do jogo prejudicando os dois conjuntos, incompetência por parte do clube da casa que nem dispôs aos espectadores uma casa de banho, incompetência das forças da autoridade que perante a inexistência de casa de banho aberta aos espectadores preocuparam-se mais em tentar impedir que os espectadores tentassem fazer as suas necessidades em céu aberto do que tentar saber o porquê das portas estarem fechadas.Durante a primeira parte do encontro, o equilíbrio foi a nota dominante, sem que o Farense conseguisse assustar o guardião da casa, foi o Beira-Mar a dispôr de duas claras situações de inaugurar o marcador antes de conseguir chegar ao golo, num remate de Della Pasqua junto ao poste que permitiu aos da casa chegarem em vantagem ao intervalo.
Quando se esperava que ao intervalo Edinho mexesse na equipa, visto que já se encontrava em desvantagem e a jogar com mais um elemento, o técnico optou por nada alterar mantendo tudo como estava. A equipa da casa voltou a entrar como tinha saído do primeiro tempo, a criar perigo, e passados os primeiros minutos chegariam ao segundo golo do encontro. Só aí Edinho optou por mexer na equipa. Com Alvarinho o Farense ganhou velocidade e clarividência, começando a aproximar-se mais da baliza do Beira-Mar. Com o decorrer dos minutos, a equipa da casa abdicou de atacar e o Farense jogava com 5 homens na sua zona mais defensiva, Idalécio, Luís Lopes, Róró, Norberto e Quadros, quando lá na frente só Afonseca tentava incomodar. O Farense chegaria ao golo através de uma grande penalidade convertida por Bruno, isto quando segundos antes o árbitro já teria deixado passar em claro uma óbvia grande penalidade favorável ao Farense. Nos minutos finais o Farense criava e desperdiçava golo atrás de golo, mas perdendo no entanto lances de cabeça na área do Monte Gordo. Apesar disso Edinho não fez subir nenhum dos centrais que se marcavam um ao outro por esta altura da partida. O jogo terminaria com muito anti-jogo por parte dos anfitriões, mas com um resultado favorável aos da casa que castiga os alvinegros pela primeira parte medíocre e pela coerência de Edinho, desta feita negativa, que parece esperar até as coisas estarem perdidas para então tomar decisões.
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