detalhes. SC Farense - Os Leões de Faro | Um emblema do Algarve

quarta-feira, dezembro 15

Um Farense muito pouco...atlético!


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"Treinador precisa-se!" poderia ser o título do resumo desta partida. O que se viu esta tarde, foi mais do mesmo, evolução zero, e melhorias nem vê-las. Alguns dirão, o Atlético era o 1º classificado, mas isso não explica a desorganização do Farense, a falta de fio de jogo e ambição quase nula. O fio de jogo do Farense nesta altura da época limita-se a bolas bombeadas dos centrais, em busca de Kéu ou Adérito lá na frente, obviamente em desvantagem numérica perante a defensiva adversária sempre de frente para o lance. Jogo pelas alas não existe, nem quando os extremos estão sem marcação, é sempre mais fácil pontapear a bola lá para a frente do que colocar ali ao lado. E quando se nota que a equipa começa a jogar um pouco pelas faixas laterais, como aconteceu hoje por breves minutos na 2ª parte, pela direita, com Cannigia e Justo, há que rapidamente acabar com isso e substituir o médio de ataque por um médio defensivo adaptá-lo a lateral direito, mudar o lateral direito para a lateral esquerda, e colocar o lateral esquerdo, lá para o meio, sabe-se lá para onde, acho que o próprio atleta nem sabe onde é que andou. Pensou-se que Joshua deveria ter subido para médio esquerdo, mas andou perdido ali pelo centro do terreno. Nenhum adepto pode ficar satisfeito quando a sua equipa, não se consegue aproximar da baliza adversária, e se espera pelo minuto 85 para trocar um ponta de lança por outro. Nenhum apoiante de um clube pode ficar satisfeito quando depois de se estar em desvantagem no marcador, se substituem 2 médios atacantes por 2 médios defensivos. E nenhum sócio de nenhum clube pode ficar satisfeito em ver a sua equipa sem rumo e não ouvir uma palavra por parte do técnico para dentro das 4 linhas.

Esta tarde durou 14 minutos a resistência do Farense, aos 14 minutos, Laurindo à entrada da área, perante a passividade dos algarvios, rematava para o primeiro golo do encontro, Serrão nem se fez ao lance, tal a colocação do remate. Pouco depois Serrão negava o 2º golo a Rudi, com uma boa defesa. De seguida, quase que Mamadu de cabeça fazia auto-golo quado desviou de cabeça um cruzamento adversário, e a bola saíu junto ao poste esquerdo de Serrão. Aos 21 minutos, finalmente numa das muitas bolas bombeadas para Kéu, este consegue ganhar a posição ao defesa contrário, Sérgio Brás tenta o corte mas não consegue e derruba o atacante farense. Zambujo converteu igualando o marcador no primeito remate do Farense no jogo. Seguiu-se a fase de maior equilibrio no encontro, cerca de 10 minutos, mas rapidamente o Atlético voltou-se a superiorizar. Na sequência de um pontapé de canto a meia altura, falha completa da defesa do Farense, com a bola a ir parar aos pés de Ailton, que agradecendo o brinde e junto á pequena área só teve de empurrar para o fundo da baliza. Aos 42 minutos 2º e último lance de perigo do Farense no encontro. Rolão falha o corte e Adérito perante a saída de Botelho, tentou o chapéu, mas este a sair demasiado alto. No lance seguinte Paulo Sérgio num bom remate de fóra da área quase chega ao golo mas a bola saíu junto ao poste.

Na segunda parte o Farense teve uns minutos em que pareceu denotar alguma vontade em tentar chegar à igualdade, mas com a passagem dos minutos e com as substituições perdeu força no ataque o que a acabaria por tornar numa equipa completamente inofensiva. Os visitantes poderiam ter dilatado o marcador por 2 ou 3 vezes, mas também estiveram sempre mais preocupados em controlar a partida, algo que conseguiram praticamente na totalidade.

Muitas dores de cabeça para António Barão, que além dos problemas financeiros, vê agora a nível desportivo a equipa cavar um fosso, o qual poderá ser difícil de recuperar.


Fotos por José Luís Silva

quarta-feira, dezembro 8

Farense consegue empate no Carregado


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Farense e Carregado disputaram esta tarde mais uma partida do campeonato nacional da 2ª divisão e proporcionaram um espectáculo agradável, emotivo e com golos, brindando os cerca de 50 adeptos algarvios que se deslocaram à cidade do Carregado para apoiar a equipa.

Numa situação complicada na tabela classificativa, aguardava-se uma reacção ao péssimo jogo realizado no passado fim de semana em que a equipa saíu derrotada no seu reduto pelo Pinhalnovense. De facto não poderia ter iniciado melhor o encontro, aos 35 segundos de jogo, Adérito aproveitava para colocar a sua equipa em vantagem e dar alguma força anímica ao conjunto. Foi o Farense que nos primeiros 15 minutos esteve melhor no jogo, aproveitando algum desacerto incial por parte da equipa da casa. Desacerto esse que terminou com uma grande penalidade favorável ao Carregado, na marcação de um livre directo, Bruno Carvalho terá colocado o braço na bola e o árbitro José Rodrigues apontou para a marca do castigo máximo. Topê, chamado a converter não desperdiçou o ensejo e igualou a partida. Galvanizados pelo golo do empate, Marco Neves consumava a reviravolta no marcador aos 25 minutos de jogo, complicando ainda mais a situação à equipa algarvia, que 10 minutos antes se encontrava em vantagem, encontrava-se agora a perder. O Farense tentou reagir ainda durante os minutos finais do primeiro tempo mas o resultado já não se alteraria.

Voltou a entrar bem o Farense na 2ª parte, e por pouco Adérito não cometia a mesma proeza do primeiro minuto de jogo. Aos 56 minutos Bruno Carvalho na marcação de um livre, cruzava a bola para a área dos anfitriões, e Zambujo exemplarmente cabeceava para o fundo das redes de Godinho, restabelecendo a igualdade. De resto é um dos atributos do atleta, apesar da sua baixa estatura, tem um excelente jogo aéreo e posicional. As equipas encaixaram uma na outra sem que no entanto deixassem de procurar a vitória. Nos minutos finais, o Farense tentou chegar à vitória até ao momento em que China após ter entrado aos 68 minutos, viu por duas vezes a cartolina amarela e recebeu ordem de expulsão. Tal fez com que após o momento da expulsão, fosse o Carregado a dar tudo por tudo para conseguir chegar à vitória.

O empate ajusta-se ao que se passou nos 90 minutos, sendo um resultado que se pode considerar moralizador para a equipa algarvia. O árbitro José Rodrigues fez uma exibição regular.

sábado, dezembro 4

Em tarde fria, a cabeça ficou em casa!


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O Farense começava esta tarde uma nova fase na sua caminhada pela 2ª divisão nacional. Após a saída de Joaquim Mendes na passada semana, António Barão e Joaquim Sequeira tomaram as rédeas do cavalo branco, mas este não se mostrou nas melhores condições.

Além das dificuldades que acarreta uma mudança de comando técnico a meio de uma competição, parece que quem vêm também terá de ter capacidade de motivar e acalmar os atletas, já que estes hoje em campo denotaram clara falta de tranquilidade e clarividência quando na posse de bola.

O Farense raramente jogou pelas linhas, sem um distribuidor de jogo, o Farense fez um jogo directo que durante a 2ª parte consistiu em passes longos da defesa para os homens da zona central do ataque.

O jogo até poderia ter levado outro rumo quando logo nos primeiros segundos, Kéu completamente isolado, foi um autêntico "anjo" para Pedro Alves, além de levar demasiado tempo a decidir-se, quando o fez rematou fraco e na direcção do guardião do Pinhalnovense. Há passagem do primeiro quarto de hora, os visitantes incomodaram Serrão pela primeira vez, e só não se adiantaram no marcador porque Bilro estava no lugar certo quando a bola já se encaminhava para as redes algarvias. Pouco depois acontecia mesmo o golo, Cannigia a desiquilibrar-se na zona central da grande-área, não conseguindo efectuar o corte numa jogada visitante, Pedro Alves II aproveitou para inaugurar o marcador batendo Serrão. De seguida, a melhor jogada do encontro, Calado, a meio do meio-campo adversário, colocou em Zambujo junto à lateral esquerda, este aproveitando a desmarcação de Bruno Carvalho serve o companheiro que cruza de primeira para o cabeceamento de Davide Justo ao lado do poste esquerdo de Pedro Alves. Era a melhor fase do Farense em todo o encontro, Bruno Carvalho, a 40 metros da baliza depois de amortecer a bola no peito, rematava de primeira obrigando o guarda-redes visitante com uma palmada a desviar para canto. Perto do intervalo, Pedro Alves II obrigava Serrão a defender para canto num lance de muito perigo.

Na segunda parte quando se esperava uma reacção forte dos alvinegros, aconteceu precisamente o contrário, o Pinhalnovense foi mais conjunto e o Farense teve imensas dificuldades em aproximar-se da baliza visitante. Apenas por uma vezes e num remate de Zambujo de fora da área a que Pedro Alves se opôs com qualidade o Farense conseguiu assustar a equipa do Pinhalnovo. Apesar de jogar cerca de 30 minutos reduzida a 10 por expulsão de Hélder Monteiro, foi Bilro mais uma vez que teve de tirar uma bola já sobre a linha de golo. Foi ver passar os minutos sem uma reacção da equipa da casa.

O Farense criou uma situação complicada para si próprio em semana de mexidas no departamento técnico. Quarta-feira joga no Carregado e António Barão e Joaquim Sequeira dispôem de um tempo muito limitado para fazer que a equipa demonstre claras melhorias em relação ao jogo de hoje.





Fotos por José Luís Silva

quarta-feira, dezembro 1

Saíu Mendes e Barão pode escolher... Barão!


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Presidente pode voltar a tomar conta da equipa | Decisão tomada nas próximas horas | Anterior treinador sai de consciência tranquila

Joaquim Mendes deixou o comanto técnico do Farense e há que encontrar rapidamente o sucessor. A direcção do clube algarvio está empenhada em resolver este processo ainda esta semana. Aliás ao que "A Bola" apurou, o próximo treinador do emblema de Faro poderá ser conhecido nas próxima horas.

E, António Barão, presidente do Farense, poderá escolher... António Barão para treinador. Não é confusão ou engano. O líder da Direcção, poderá voltar a sentar-se no banco de suplentes para orientar a equipa, tal como aconteceu na época de 2008/09, temporada em que o clube terminou a série F da 3ª divisão na 3ª posição.

A possibilidade de contratar outro técnico também não está excluída. Independentemente da escolha, o sucessor de Joaquim Mendes terá que viver com as dificuldades financeiras que afectam o emblema de Faro e que o impedem de inscrever jogadores.

Mendes sai sem mágoa

Apesar da saída, Mendes deixa o Farense sem mágoa. Consciente que os maus resultados foram o factor decisivo para a rescisão, garante que o trabalho acaba por ser positivo tendo em conta as adversidades.

«Há a perfeita noção das carências do plantel devido à inibição daa inscrição de jogadores. Mas tenho de elogiar a postura e a entrega de todos», referiu o treinador, acrescentando «Tenho orgulho de não termos perdido qualquer jogo no São Luís. Sinto que nos faltava apenas uma vitória para que a classificação fosse outra. Desejo todo o sucesso ao Farense.»

Fonte: Jornal "A Bola" , por João José Pedro e Pedro Mendonça
 

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