
"Treinador precisa-se!" poderia ser o título do resumo desta partida. O que se viu esta tarde, foi mais do mesmo, evolução zero, e melhorias nem vê-las. Alguns dirão, o Atlético era o 1º classificado, mas isso não explica a desorganização do Farense, a falta de fio de jogo e ambição quase nula. O fio de jogo do Farense nesta altura da época limita-se a bolas bombeadas dos centrais, em busca de Kéu ou Adérito lá na frente, obviamente em desvantagem numérica perante a defensiva adversária sempre de frente para o lance. Jogo pelas alas não
existe, nem quando os extremos estão sem marcação, é sempre mais fácil pontapear a bola lá para a frente do que colocar ali ao lado. E quando se nota que a equipa começa a jogar um pouco pelas faixas laterais, como aconteceu hoje por breves minutos na 2ª parte, pela direita, com Cannigia e Justo, há que rapidamente acabar com isso e substituir o médio de ataque por um médio defensivo adaptá-lo a lateral direito, mudar o lateral direito para a lateral esquerda, e colocar o lateral esquerdo, lá para o meio, sabe-se lá para onde, acho que o próprio atleta nem sabe onde é que andou. Pensou-se que Joshua deveria ter subido para médio esquerdo, mas andou perdido ali pelo centro do terreno. Nenhum adepto pode ficar satisfeito quando a sua equipa, não se consegue aproximar da baliza adversária, e se espera pelo minuto 85 para trocar um ponta de lança por outro. Nenhum apoiante de um clube pode ficar satisfeito quando depois de se estar em desvantagem no marcador, se substituem 2 médios atacantes por 2 médios defensivos. E nenhum sócio de nenhum clube pode ficar satisfeito em ver a sua equipa sem rumo e não ouvir uma palavra por parte do técnico para dentro das 4 linhas.
Esta tarde durou 14 minutos a resistência do Farense, aos 14 minutos, Laurindo à entrada da área, perante a passividade dos algarvios, rematava para o primeiro golo do encontro, Serrão nem se fez ao lance, tal a colocação do remate. Pouco depois Serrão negava o 2º golo a Rudi, com uma boa defesa. De seguida, quase que Mamadu de cabeça fazia auto-golo quado desviou de cabeça um cruzamento adversário, e a bola saíu junto ao poste esquerdo de Serrão. Aos 21 minutos, finalmente numa das muitas bolas bombeadas para Kéu, este consegue ganhar a posição ao defesa contrário, Sérgio Brás tenta o corte mas não consegue e derruba o atacante farense. Zambujo converteu igualando o marcador no primeito remate do Farense no jogo. Seguiu-se a fase de maior equilibrio no encontro, cerca de 10 minutos, mas rapidamente o Atlético voltou-se a superiorizar. Na sequência de um pontapé de canto a meia altura, falha completa da defesa do Farense, com a bola a ir parar aos pés de Ailton, que agradecendo o brinde e junto á pequena área só teve de empurrar para o fundo da baliza. Aos 42 minutos 2º e último lance de perigo do Farense no encontro. Rolão falha o corte e Adérito perante a saída de Botelho, tentou o chapéu, mas este a sair demasiado alto. No lance seguinte Paulo Sérgio num bom remate de fóra da área quase chega ao golo mas a bola saíu junto ao poste.
Na segunda parte o Farense teve uns minutos em que pareceu denotar alguma vontade em tentar chegar à igualdade, mas com a passagem dos minutos e com as substituições perdeu força no ataque o que a acabaria por tornar numa equipa completamente inofensiva. Os visitantes poderiam ter dilatado o marcador por 2 ou 3 vezes, mas também estiveram sempre mais preocupados em controlar a partida, algo que conseguiram praticamente na totalidade.
Muitas dores de cabeça para António Barão, que além dos problemas financeiros, vê agora a nível desportivo a equipa cavar um fosso, o qual poderá ser difícil de recuperar.
Fotos por José Luís Silva
















