Dados estatísticos fornecidos pela equipa técnica do S.C.F.
Defrontavam-se nesta tarde no recuperado relvado do S Luis, duas equipas com história no nosso futebol, o S C Farense e o Clube Oriental de Lisboa. Entre elas havia uma diferença de três pontos, estando melhor colocada na tabela a formação de Marvila, no 5º lugar, enquanto os Leões de Faro se quedavam pela antepenultima posição da tabela com quatro pontos.
Numa bela tarde de sol, o Farense entrava em campo com a responsabilidade de somar os três pontod diante do seu público, embora com uma equipa algo remendada em virtude das lesões e castigos que afectam a equipa e deixavam Joaquim Mendes com pouca margem de manobra no banco.
Contudo, impulsionados por um gigante cartaz dos South Side Boys, que dizia "Em Faro mandamos nós", esperava-se que a atitude do Farense no jogo fosse positiva, e dentro dos possíveis dominadora, o que de facto acabou por não acontecer. Se o primeiro remate com perigo até pertenceu ao Farense, logo nos primeiros instantes de jogo, cedo o Oriental se acercou do meio campo algarvio e passou a dominar a contenda, embora sem claras oportunidades de golo. Coube ao Farense, contra a corrente de jogo, inaugurar o marcador à passagem do quarto de hora, numa jogada de Tiago Sousa pelo corredor direito, cruzando para Bruno que no interior da área, deixou de calcanhar para Adérito empurrar para o fundo das redes ao segundo poste.
Mas o Oriental não esmoreceu e continuou com a mesma postura de posse de bola, saltando na retina capacidades do jogador Samarra, organizador de jogo dos lisboetas e uma dor de cabeça para o meio campo algarvio, que parecia algo instável e sem ideias para construir jogo para o trio da frente. Desta feita, realçamos nesta primeira parte, apenas mais um remate com perigo, por parte de Tiago Sousa de fora da área, após um bom trabalho de Bruno.
A segunda parte iniciava-se praticamente com um falhanço incrivel de Bruno na "cara do golo", à qual o Oriental respondeu logo de seguida, aos 55 minutos, restabelendo a igualdade após um cruzamento da direita, onde apereceu o jogador Pedro Andrade a chutar de primeira e a fuzilar autenticamente Serrão, que até esse momento ainda nao tinha feito uma defesa de registo. O Farense estava agora em maus lençois mas volvidos oito minutos o jogador Sandro, já amarelado, seria expulso directamente após uma jogada dividida com Adérito, deixando a equipa de Marvila reduzida a dez unidades, e onde Carlos Manuel optou por jogar com três defesas, dada a pouca produção atacante da equipa de Faro até aí. Com mais um jogador, o Farense buscou o golo e teve algumas chances para isso, com realce para um remate de Justo e uma cabeçada de Bruno, mas pareceu sempre uma equipa muito intranquila e limitada, a que nem mesmo as entradas de Zambujo e China puderam melhorar muito a produção da equipa. Por seu turno o Oriental também nao se entregava e mesmo reduzidos conseguiram por algumas vezes chegar com perigo à área farense, num jogo a que a partir de certa altura parecia partido. Aos 79 mn Luis Afonso seria admoestado com a segunda cartolina amarela, mas seis minutos mais tarde, após uma jogada de contra-ataque do Farense, o Oriental voltaria a estar outra vez em desvantagem numérica, na sequência da expulsão directa do jogador Calado, lance que foi mal avaliado dada a posição não iminente de golo para o jogador Farense...
Aliás o Sr. Fábio Veríssimo acabou por se tornar na segunda parte um dos grandes protagonistas da partida, amarelando e expulsando muitos jogadores, devido ao exagarado critério disciplinar, o que acabou por condicionar o decorrer do jogo, terminando o desafio sob um clima de relativa tensão, num espectáculo com pouca beleza, muito jogado a meio campo e com inumeras paragens de jogo.
Crónica e Ficha de jogo por SamM
Fotos de José Luís Silva