
Farense e Louletano estrearam-se no campeonato com um nulo no marcador, num jogo equilibrado e em que a vitória podia ter caído para qualquer um dos lados caso houvesse aproveitamento das boas situações de golo que ambas as equipas dispuseram.
O Farense foi mais rematador, o Louletano

optou por seleccionar melhor os lances em que atirou à baliza já que das poucas vezes que atirou criou perigo. O equilíbrio de forças predominou nos 90 minutos, com períodos de algum domínio de uma das formações seguido pela resposta da equipa contrária o que deu a entender que estávamos perante 2 formações de valor muito semelhante para atacar este campeonato.
O primeiro lance de real perigo ocorreu quando já passava da meia hora de jogo, e favorável ao Farense. Bilro na zona de meio campo fez um passe longo na direcção de Adérito, este aproveitou a velocidade para se isolar, no entanto ao aproximar-se de Bruno Lúcio, deu um toque a mais na bola o que fez com que a conclusão da jogada se fizesse já com o guardião louletano com a mancha

feita. O Louletano respondia de fora da área por Alberto, num remate forte e cruzado a fazer a bola passar perto do poste direito da baliza à guarda de Serrão. De seguida e no seguimento de um pontapé de canto, Leo, à entrada da área farense, a parou a bola no peito e atirou, de novo perto do poste da baliza dos alvinegros.
Na segunda parte entrou melhor o Louletano que rondou a baliza do Farense durante alguns minutos, período que os da casa aproveitaram para sair em velocidade, muitas vezes por intermédio de Adérito, que no entanto em boa parte dos lances não definiu bem as jogadas o que deixou Kéu algumas vezes aborrecido com o seu colega de equipa por não lhe fazer a bola chegar aos pés.

O ponta de lança do Farense teve uma partida discreta, poucas vezes a bola lhe chegou e quando isso aconteceu foi em zonas mais recuadas do terreno ou em situações de difícil controlo de bola. A 15 minutos do final acontecia a melhor situação do jogo para o Louletano, em tudo semelhante à desperdiçada pelo Farense na primeira metade do jogo, Gary surgiu numa posição priveligiada dentra da área, atirou para a defesa incompleta de Serrão e na recarga, o central Fausto atiraria por cima da barra. O Farense respondeu de seguida com um remate à meia volta de Kéu que saíu um pouco por cima da barra. Nos 5 minutos finais, o caso do jogo, cruzamento da direita do ataque

farense e Adérito na pequena área do Louletano a desviar para as redes. Festejou-se o golo, mas o árbitro Nuno Almeida levantou o braço e mostrou o cartão amarelo a Adérito por este ter jogado a bola com a mão. Nas bancadas junto da baliza onde ocorreu o lance dizia-se que tinha sido legal o lance, o que é certo é que o árbitro foi peremptório a assinalar a falta e o jogador do Farense não protestou.
Empate justo, numa boa partida e com uma agradável moldura humana.
O Louletano D.C. alinhou: Bruno Lúcio, Dante, Bruninho( João Reis - 74'), Leo, Fábio (Nicola - 88'), Alberto, Fausto, Cordeiro, Eugénio, Fábio Teixeira (c), Ben (Gary Bowes - 66')
Suplentes não utilizados: Kula, Romício, André David e Rafael
Acção disciplinar: Fábio Teixeira e Eugénio viram amarelo
Treinador: Renato
Treinador Adjunto: José Quadros