detalhes. SC Farense - Os Leões de Faro | Um emblema do Algarve

sexta-feira, novembro 6


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Conta-se em Faro que Paco Fortes, depois de ter fracassado a sua carreira de treinador fora do Farense, regressou a Barcelona e andou pelas ruas da amargura, tendo sido orientado por uma instituição de solidariedade social que lhe arranjou emprego no porto da capital catalã.

Paco Fortes chegou a Faro no final da sua carreira de futebolista, tendo depois enveredado pela de treinador. Levou então o Farense à Taça UEFA e à finalíssima da Taça de Portugal.

Em 1998, o Farense chegou à última jornada a precisar de ganhar para não descer. Acabou batendo o Rio Ave com um golo de Djucick, num desafio transcendente. De tal modo transcendente, que eu me inspirei então em Fernando Pessoa e publiquei nas Chuteiras ao Sol, no Jornal do Algarve de 28/05/1998, este poema:

O mostrengo que estava ao pé do lar

Na tarde de sol ergueu-se a voar;

Em sua casa tinha papado três vezes,

Voou três vezes a chiar;

E disse: “Foste tu quem três vezes entrou

Nas minhas cavernas que não desvendo,

Meus tectos verdes ao pé do Ave?”

E do barco disse tremendo:

“Sou eu, o Paco, e estou fervendo.”



Mil vezes do banco as mãos ergueu,

Mil vezes nos bolsos as reprendeu,

E disse ao fim de saltar mil vezes:

“Aqui, no banco, sou mais do que eu:

Sou um povo que quer o que também é teu;

E mais que o mostrengo que minh’alma teme,

E roda nas trevas do fundo da tabela,

Manda a vontade que me amarra ao Algarve,

A fé e a paixão por Faro, cidade eternamente bela!”

Fonte: Por João Xavier em Marafado's Weblog

quarta-feira, novembro 4

COISAS QUE (NÃO) SE ENTENDEM


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Não muito longe no tempo, os clubes investiam na formação fazendo serviço público, ocupando tempos livres de escolares na mesma proporção que tentavam construir ou descobrir, na base, os valores para alimentar os escalões de competição. O tempo foi outro quando se descobriu a importância da formação e a qualificação da formação. Não restou muito tempo para que o sector se transformasse num processo rentável, não só para os clubes como para os agentes desportivos que descobriram o caminho. Foi questão de juntar o útil ao agradável. Ninguém ficou de fora e ninguém podia ficar. Evidente questão de mercado.

Objectivamente a grande diferença reside no facto de os Clubes tentarem rendibilizar a formação com objectivos de alimentação dos vários escalões de formação competitiva, até ao escalão principal, enquanto os Agentes Desportivos se limitam a rendibilizar o espaço temporal da formação inicial, sem continuidade nos escalões sequentes.

O caso específico do SC Farense é o caso que devo pegar. O Clube que está quase a cumprir um século de formação viu-se, simplesmente, ultrapassado pelos condicionalismos do mercado, pelas vontades singulares e por siglas que não asseguram continuidade. É a vontade das pessoas.

Reconhecendo isso, não consigo entender, como é preferível optar por um agente desportivo em detrimento do Farense, quando as instalações de treino são as mesmas, quando foi preciso requisitar treinadores que eram do Farense e de outros clubes, quando se desviam formandos de uma camisola para outra, quando a diferença não reside no valor a despender, nem nos horários disponíveis. Da mesma forma, não consigo perceber opções de mudanças de camisola quando os técnicos são os mesmos e a divisão é inferior.

Eu sei que há razões que a própria razão desconhece, tal como sei que o Farense tem “facturas” a pagar pelo seu “desgoverno” ou insuficiências que a memória não esquece. Mas também sei que o Farense nunca desistiu, em todos os momentos, de continuar a ser Farense; de continuar o seu caminho de formação base, de continuar a alimentar os vários escalões de formação competitiva, independentemente das pessoas. Sem esquecer um novo ciclo promovido por uma nova direcção.

Mas também sei que o Farense é um oceano onde os rios irão desaguar… naturalmente.


Por Emídio Taylor em http://infantisfarense.blogspot.com/

segunda-feira, novembro 2

Juvenis estreiam-se com divisão de pontos


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Campeonato Distrital Juvenis Algareve  Imortal 0-0 Farense  1ª JornadaColaborador: João Carlos Entrudo

domingo, novembro 1

Mau final quase compromete vitória


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Moura 1-3 FarenseA deslocação do Farense a Moura aguardava-se com alguma expectativa fruto de algumas exibições menos conseguidas nas últimas jornadas pelos alvi-negros. Edinho na corda bamba, assegurava antes do encontro que a equipa ia dar tudo em campo e que só faltava um pouco mais de sorte na hora de concretizar para que os resultados menos bons se alterassem.

Dificilmente poderia Edinho desejar melhor início da sua equipa, logo aos 4 minutos de jogo Alemão isolou-se e não teve dificuldades em inaugurar o marcador, isto como é óbvio, numa altura em que nenhuma das equipas justificava o golo. Talvez a menor experiência dos homens da casa tenha sido fundamental na obtenção do primeiro golo dos algarvios. Isto permitiu ao Farense manter um nível de jogo relativamente baixo de forma a melhor controlar a partida. Por outro lado o Moura tentava acelerar o jogo mas sempre com dificuldades em criar situações de golo. Só aos 30 minutos houve uma real situação de golo e para os da casa, quando Rúben correspondeu ao um cruzamento e atirou para Gonçalo fazer uma excelente defesa, desviando com uma palmada para canto. Pouco depois era Rodas a atirar de bola parada ao lado da baliza de Gonçalo. O Farense tentava jogar em contra-ataque e fazia-o bem sempre contando com a aflição da defensiva alentejana que tremia cada vez que o Farense se aproximava da baliza dos alentejanos, no entanto denotou dificuldades em incomodar Rosindo durante neste período.

Na segunda parte as equipas entraram como terminaram a primeira, continuando a proporcionar um fraco espectáculo de futebol aos poucos espectadores presentes, sendo que foram-se acumulando os passes errados de ambos os conjuntos nos primeiros minutos. Quando nada o fazia prever dado o mau desempenho das equipas, Rodrigo na sequência de um livre directo dilatava o marcador numa perfeita execução. A equipa de Moura acusou o golo e pouco depois João Paulo atrasava para Rosindo, este na tentativa de aliviar falhou o pontapé e Alvarinho com a baliza à sua mercê aumentou a contenda fazendo o 3º golo do Farense. Quase de seguida a equipa da casa disfrutou de uma boa ocasião para fazer o tento de honra mas o atacante alentejano atrapalhou-se com a bola permitindo a defesa de Gonçalo. De seguida de novo o Moura quase chegava ao golo por intermédio de Bruno Gomes que isolado, permitiria mais uma boa defesa a Gonçalo. Aproveitando a descontração dos algarvios o Moura chegaria ao golo a cerca de 5 minutos dos 90, Rúben numa boa jogada pela direita tirou um cruzamento perfeito e junto à linha de golo Ricardo empurrava para as redes algarvias. Em cima dos 90, Idalécio cometia grande penalidade e via ordem de expulsão por rasteirar um atacante do Moura. Na sequência da grande penalidade Bruno Macarrão atiraria para a defesa de Gonçalo e na recarga desperdiçaria o golo. Foram os melhores minutos da equipa da casa que tentou até ao fim chegar ao segundo golo mas que não conseguiria.

O Farense complicou o fácil e poderia mesmo ter saído de terras alentejanas com outro resultado que não a vitória, tal a quebra de concentração e displicência após o 3º golo. Custou a Idalécio uma cartolina encarnada e o impedimento de jogar os próximos encontros. Para Edinho esta vitória acaba por ser mais um balão de oxigénio, apesar de ter sido obtida sobre uma das equipas com menos capacidade do campeonato. O Farense não rubricou uma boa exibição, longe disso, conseguiu sim ser eficaz, o que de resto era o pretendido por Edinho.
 

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