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terça-feira, setembro 1

Dentro de algum tempo vamos ver a luz ao fundo do túnel


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António BarãoAntónio Barão acredita na viabilidade do Sporting Clube Farense

António Barão está há cerca de um mês à frente da direcção do Sporting Clube Farense. O clube debate-se com um passivo de cerca de 11 milhões de euros e uma solução está na manga, o que poderá viabilizar o sonho do regresso aos campeonatos profissionais. A par disso, é feito um esforço significativo na reorganização interna. Motivos de sobra para uma conversa com o novo líder do emblema mais representativo da capital algarvia.

- Com pouco mais de um mês na presidência, que balanço se pode fazer?
- Estamos a reestruturar o clube, transmitindo um cunho pessoal a esse processo. O Farense estava um pouco à deriva, não havia um controlo de várias situações importantes, e temos vindo a implementar alterações que se impunham. Olhamos com muita atenção para todos os sectores, incluindo naturalmente o futebol, em particular a formação, no sentido de recuperarmos a pujança do passado e o estatuto de referência no Algarve. A redução das despesas e a reformulação da actividade das secções das denominadas modalidades amadoras constitui outra área de actuação, pois, em muitos casos, não estavam a ser servidos os interesses do clube, mas sim das pessoas que orientavam essas secções. Queremos, ainda, angariar mais sócios e chamar as pessoas da cidade para o Farense.

António Barão

- Uma tarefa, aparentemente, mais complicada do que se poderia supor?
- Sim, pois viemos encontrar o clube muito desorganizado. Não me interessa apurar os culpados nem pretendo atingir ninguém, mas a verdade é que fomos confrontados com um quadro muito complicado. Não queremos que as pessoas fiquem com a ideia que chegou uma direcção nova, fazendo promessas que não se cumprirão. Nada disso. Estamos dispostos a alterar de forma substancial a vida do Farense, restituindo ao clube a credibilidade perdida.

- O passivo está estimado em cerca de 11 milhões de euros. Como vai a direcção solucionar esse problema?
- Estamos a trabalhar na elaboração de um novo Plano Extrajudicial de Conciliação (PEC). É um processo que requer alguma urgência, pois sem a resolução do passivo dificilmente o Farense terá condições para sobreviver. Acredito que dentro de um espaço de tempo não muito considerável poderemos ver luz ao fundo do túnel. Assim que surjam dados relevantes, informaremos os sócios. Em Setembro pretendemos promover uma assembleia geral para dar a conhecer as contas do passado (relativas a vários anos), aprovar o orçamento para 2009/10 e abordar também as soluções que viabilizem o futuro.

- Há uma solução à vista para a liquidação das dívidas?
- Sim, mas não passa exclusivamente pelo Sporting Clube Farense. Depende também da autarquia, que terá de analisar um projecto elaborado por um comprador. Temos um interessado e importa avançar com o processo, pois se surgirem demasiados entraves o comprador pode desistir... Trata-se de algo muito bom para o clube e para a cidade e que resolveria todos os nossos problemas relativos ao passado, deixando ainda condições para perspectivarmos o futuro, pois o negócio poderá ir aos 15 milhões de euros.

- Qual o interessado em avançar para o negócio?
- É uma empresa de capitais mistos, nacionais e estrangeiros, e o projecto em discussão sofre alterações em relação à ideia inicial, que passava pela venda do espaço do Estádio de S.Luís. E não haverá mais concursos mas sim um ajuste directo, com a vantagem do Estádio de S.Luís permanecer praticamente intacto, pois apenas será afecto a um projecto imobiliário o topo sul, além de um terreno que o clube possui à entrada da cidade.

- A resolução dos problemas financeiros aumentará a ambição desportiva?
- Desejamos resolver este problema com a maior brevidade possível, no sentido de construirmos uma equipa de futebol que nos possa dar garantias de subir à 2ª Divisão. Um clube vive do futebol e os resultados positivos chamam as pessoas e traduzem-se numa dinâmica acrescida. É esse o processo que desejamos ver crescer. Olhemos para o sucedido com o vizinho Olhanense e os efeitos benéficos da ascensão ao patamar superior do futebol português... As vitórias trazemum aumento de receitas e o Farense pode perfeitamente pensar no regresso ao escalão maior, desde que com uma gestão criteriosa. Importa não voltar a estender o pé além do lençol...

- O regresso ao escalão principal está no horizonte, a médio prazo?
- O futebol é a paixão dos farenses e acreditamos que será possível implementar um projecto que nos devolva o estatuto de clube do escalão principal, com gastos controlados. Isso seria até muito saudável para o Algarve e para o próprio Olhanense, pois reactivaria uma rivalidade com décadas de existência. Se há espaço para dois clubes vizinhos no campeonato principal? Claro que sim! Temos uma excelente relação com a direcção do Olhanense e haveria um espaço de desenvolvimento de acções comuns, embora, dentro do campo, a história fosse sempre outra...

- Qual a meta traçada para esta época?
- Não há uma exigência de subida, nem isso foi pedido ao grupo. Mas queremos uma equipa ambiciosa, que jogue sempre para ganhar. Se chegarmos a Dezembro bem posicionados na tabela classificativa e com os problemas financeiros resolvidos, tentaremos chegar à 2ª Divisão.

- O que sentirá quando passar os cheques que liquidarão o passivo?
- Será um ponto de honra liquidar todas as dívidas e esperamos viver esse momento. O que mais nos custa é ouvirmos dizer que o Farense deve a este ou àquele... Queremos recuperar a credibilidade do clube e isso só acontecerá quando resolvermos as contas pendentes.
AdeptosFonte: AFAlgarve Agosto 2009

domingo, agosto 30

Farense segue em frente na taça de Portugal


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O Farense passou à 2ª eliminatória da taça de Portugal ao vencer no seu reduto a formação do vitória do Pico, equipa que disputará o nacional da 2ª divisão b nesta temporada.

Foi uma partida típica de ínicio de época, com futebol lento e pouco atractivo de parte a parte, com muitos passes errados e que valeram essencialmente pela festa do golo. Senão vejamos, na primeira vez que os açorianos foram à baliza farense com relativa intencionalidade fizeram golo, isto na sequência da marcação de um pontapé de canto, em que Gonçalo calculou mal o tempo de saída. Edinho que havia apostado em entregar as alas a dois jovens formados no clube, via-se a perder e a sua equipa com pouca profundidade pelos flancos. O centro do terreno também denotava algumas dificuldades com Luís Afonso e Rodrigo a não conseguirem servir o muito só Alemão em condições. No lado esquerdo da defesa, Wílson praticamente não subia no terreno o que fazia com que Álvaro apanhasse sempre com 2 ilhéus pela frente, de resto nunca conseguiu levar superioridade sobre a defesa adversária. Apenas na direita Cannigia ia investindo nas subidas permitindo a Tony ter alguma liberdade. Quando já todos esperavam o intervalo o Farense chegou à igualdade por intermédio de Álvaro que bem posicionado na posição de ponta de lança logrou marcar na continuação de um lance em que Alemão havia rematado para uma boa defesa do guarda-redes do Vitória. Chegava-se ao intervalo com um resultado justo pois ambas as equipas pouco haviam feito para estarem a vencer.

Ao intervalo Edinho colocou Davide Justo em campo para o lugar do apagado Tony, e a substituição não demorou a dar frutos, pois 1 minuto depois do reatamento, Justo colocava os Algarvios em vantagem no marcador. O jogo apesar do golo manteve a mesma toada lenta até final, com as melhores ocasiões a pertencerem aos algarvios e só já perto do final os forasteiros tiveram ténue resposta mas em que podiam mesmo ter levado o jogo para prolongamento.

Jogo fraco, com vitória justa do Farense sobre um adversário que denotou alguma fragilidade no sector defensivo e atacante e que de certo encontrará muitas dificuldades no campeonato que está prestes a começar. O Farense denotou alguma falta de entendimento entre sectores talvez por apenas metade do onze inicial fazer parte da equipa do ano passado.



7 minutos de compensação permitem reviravolta aos sadinos


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Setubal 2-1 Farense  Campeonato Nacional de JúnioresColaborador: JJ

sábado, agosto 29

Jovens 11 a 12 anos - Treinos de captação de Infantis - Aparece!


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Infantis Farense treinos captação
 

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