detalhes. SC Farense - Os Leões de Faro | Um emblema do Algarve
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domingo, setembro 15

Faleceu Manhita, ex-atleta do S.C. Farense


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quarta-feira, abril 24

Faleceu Zé Manuel


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Câmara ardente na Igreja de S.Luís, a partir das 10h00 de quinta-feira, cerimónia religiosa na sexta, à mesma hora e no mesmo local e posterior cremação em Ferreira do Alentejo.

Condolências à família e amigos.

segunda-feira, abril 11

Falecimento do Sócio e ex-dirigente José Alberto Diogo Messias


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Falecimento do sócio carismático e ex-dirigente do nosso S.C. Farense, José Alberto Diogo Messias.


A cerimónia fúnebre realizou-se no dia de hoje na Igreja Pé da Cruz - Faro, tendo seguido o corpo para cemitério novo de Faro.


José Alberto Diogo Messias
Nasceu a 18-11-1952
Faleceu a 10-04-2011


Na terra a tua obra terminou,
e deixaste um mundo construído de amor,
muito trabalho e amizades infinitas,
chamaram-te para a continuares noutro lugar!


Ninguém nunca te esquecerá!


Descansa em Paz, Amigo.

quarta-feira, dezembro 29

Faleceu Joaquim Sequeira


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Faleceu Joaquim Sequeira, o que era o actual técnico do Farense, foi encontrado sem vida na sua habitação. Desconhecem-se as causas da sua morte. Joaquim Sequeira deu o último treino na noite de ontem, sem aparentar algum problema de saúde.

O Blog Leões de Faro endereça à família de Joaquim Sequeira as sentidas condolências, tal como a toda a família Farense.

Lágrimas e revolta por Joaquim Sequeira

Sentiu-se mal durante a noite, saiu da cama e a esposa acompanhou-o até ao sofá onde viria a morrer, vítima de um acidente vascular cerebral. Joaquim Sequeira era o treinador do Farense e, mais do que isso, uma referência do clube, ligado que esteve a alguns feitos retumbantes.
“É uma perda enorme. Deixa-nos um homem que amava este clube e ao qual tinha dedicado boa parte da sua vida, nas mais diversas funções. Sentimos uma tristeza enorme e também uma grande revolta interior”, são as palavras de António Barão, presidente do Farense.
Horas antes, no treino, “estivemos a conversar e nada fazia prever um acontecimento tão nefasto. O Farense, a cidade de Faro e o desporto algarvio estão de luto. Perdeu-se um profissional dedicado e um grande homem”, frisou, emocionado.

Como jogador, Sequeira ajudou o Farense a subir da 3.ª à 1.ª Divisão em apenas duas épocas (68/69 e 69/70) e enquanto adjunto de Paco Fortes fez parte da equipa técnica que alcançou a melhor classificação de sempre (5.º lugar em 94/95) e a consequente participação na Taça UEFA.

Consternação. A morte de Joaquim Sequeira deixou o grupo que dirigia em estado de choque. O funeral realiza-se amanhã, sexta-feira, às 10 horas, da Igreja de S. Luís para o cemitério novo de Faro e os capitães (Barão, Bruno, Caniggia e Luís Afonso) fazem questão de carregar o caixão, caso a família autorize.

Morte de Sequeira deixa Cajuda chocado

ATUAL TÉCNICO DO SHARJAH RECORDA AMIGO

Manuel Cajuda, amigo e antigo colega de equipa de Joaquim Sequeira, confessou-se “chocado” com a morte do treinador do Farense, vítima de um AVC. “Como é possível acontecer uma coisa destas ao Joaquim? Falámos há uns dias, uma daquelas conversas normais de amigos e homens do futebol, e ele parecia-me muito otimista”, explicou o atual técnico do Sharjah, do Emirados Árabes. Cajuda lembra a forma como Sequeira o recebeu no Farense: “Jogámos juntos lá, durante 5 ou 6 anos, e foi ele um dos que me acolheu quando me transferi, ainda novo, do Olhanense para o Farense. E foi difícil, pela rivalidade doentia entre os adeptos dos dois clubes. O Joaquim amparou-me e ficámos amigos para sempre. É um pedaço de mim e da minha história que desaparece.”

sexta-feira, dezembro 24

Faleceu Eduardo do Vale, «Chaby»


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O ex-futebolista e ex-vice-presidente do Farense, Eduardo Soledade do Vale, conhecido no mundo do futebol por «Chaby», faleceu ontem, aos 74 anos.

«Chaby» iniciou a sua presença no mundo futebolístico como jogador, passando por diversos clubes, como Farense, Faro e Benfica e Desp. Beja. Mais tarde, seria dirigente do Farense, chefiando o departamento de futebol com mais do que um presidente.

Eduardo do Vale foi também vice-presidente da Associação de Futebol do Algarve, no mandato de João Gomes.

O funeral decorre hoje, sexta-feira, às 16:00 horas, em Faro.

Fonte: http://www.regiao-sul.pt

sexta-feira, outubro 15

Morreu Malcolm Allison


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Malcolm Allison, treinador inglês que conduziu o Sporting à «dobradinha» em 1982, faleceu esta sexta-feira. Passou também por V. Setúbal e Farense.

«Big Mal», conforme ficou conhecido no futebol, tinha 83 anos (nascera a 5 de Setembro de 1927) e foi um defesa de reconhecida qualidade no West Ham, onde cumpriu mais de 250 jogos.

Na carreira como treinador, começou por dar nas vistas no Manchester City e chegou ao Sporting em 1981, tendo conquistado o campeonato e a Taça de Portugal. Regressou a Portugal poucos anos mais tarde, tendo ainda orientado o V. Setúbal e o Farense.

Nome: Malcolm Alexander Allison
Data de nascimento: 5 de Setembro de 1927 (83 anos)
Natural: Dartford, Inglaterra

Principais equipas que treinou:
- Manchester City (Adjunto de 1965 a 1970 e técnico em 1972/1973 e 1979/80)
- Sporting (1981/82)
- V. Setúbal (1986/1988)
- Farense (1988)

Títulos conquistados:
- Liga Inglesa (1967/1968)
- Taça da Liga Inglesa (1970)
- Taça de Inglaterra (1969)
- Supertaça de Inglaterra (1968 e 1972)
- Liga Portuguesa (1981/1982)
- Taça de Portugal (1981/1982)
- Supertaça Cândido de Oliveira (1981/1982)

Fonte: http://www.abola.pt

sexta-feira, setembro 17

O Farense ainda é o 11º clube de Portugal


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Volvidos 76 anos do ínicio dos campeonatos nacionais, o ano de estreia foi em 1934, eis que o nosso clube ainda mantém a honrosa posição de 11º classificado, no campeonato dos campeonatos, que contabiliza todas as presenças e pontos no escalão máximo do futebol Português. Acima de Farense, apenas 2 clubes não marcam atualmente presença no escalão, curiosamente os 2 clubes detentores de títulos nacionais para além dos 3 "grandes", Boavista, pelas razões que se sabem, e o recém-despromovido Belenenses.

É facto quase certo que após o término desta temporada, o Farense descerá uma posição, por troca com o Beira-Mar, o que só por si continua a valer um lugar de privilégio na história do futebol em Portugal, ainda mais se pensarmos na abrupta queda do nosso clube, que o fez correr todos os escalões do futebol português.

Se visualizarmos o futebol algarvio, é possível ver que apenas 4 clubes da região disputaram o patamar mais alto, e que apesar da recente ascenção de dois dos clubes à primeira liga, Portimonense e Olhanense, o Farense dispõe de uma pontuação que por pouco não iguala a de esses 2 clubes algarvios no seu conjunto.

É de história que se faz a vida dos clubes, de números, de resultados, estes marcam a sua grandeza. Esperemos voltar a ver num futuro próximo, o Farense a contar pontos para a história.

quarta-feira, agosto 25

Faleceu Barrocal, antigo atleta do Farense


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Faleceu, vítima de doença prolongada, o treinador e ex-futebolista algarvio Alfredo Barrocal. Nascido em Olhão, há 45 anos, Barrocal estava atualmente radicado em Vila do Conde.

Alfredo Barrocal, centrocampista e filho de João Barrocal (outro ex-futebolista algarvio), jogou como sénior no Torralta, Olhanense, Farense, U.Leiria, Varzim, Maia, Feirense, Trofense, Leixões e Senhora da Hora.

Depois de abandonar a carreira de futebolista treinou vários clubes no norte do país, tendo interrompido esta atividade em 2008, precisamente devido à doença que o viria a vitimar.

segunda-feira, abril 5

Jovem Basquetebolista Formado no Farense em Destaque!


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Fonte: Jornal Record

O Jornal Record na sua edição de hoje na página n.º 32 exibe uma notícia onde destaca o percurso de um jovem basquetebolista formando nas Escolas do Sporting Clube Farense.

Efectivamente o jovem atleta Rafael Wildner, na foto, da direita, iniciou o seu percurso formativo no clube da sua cidade, tendo frequentado na época 2005/2006 os Iniciados Masculinos e na época 2006/2007 os Cadetes Masculinos, do Sporting Clube Farense.

Desde cedo o seu percurso ao serviço do clube e da Selecção do Algarve chamou a atenção dos principais clubes portugueses e estrangeiros, sendo que o atleta encontra-se actualmente em Espanha, num pais da actual vanguarda da modalidade.

No mesmo artigo, no canto inferior direito, é igualmente feita referência à sua irmã, Ivana Wildner que encontra-se igualmente a jogar em Espanha, tendo iniciado também o seu percurso em Faro e representado o Sporting Clube Farense nas épocas 2007/2008 e 2008/2009 na equipa de Cadetes Femininas.

A formação da Secção de Basquetebol do Sporting Clube Farense continua assim a formar jovens valores de elevada qualidade para o Basquetebol.

Secção de Basquetebol do S.C. Farense

sexta-feira, abril 2

Paco fortes "falha" centenário


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Pode ler-se no facebook uma mensagem destinada aos farenses por parte de Paco Fortes, relativamente à sua impossibilidade de estar presente nos festejos do centenário:

"É com imensa tristeza que por motivos de força maior... de ordem profissional, não vou poder comparecer nas comemorações do centenário do S.C.Farense, mas a todos os farenses quero que saibam que o Farense, juntamente com o Barcelona estarão eternamente no meu coração...

DESEJO UM FELIZ ANIVERSÁRIO AO S.C.FARENSE EXTENSIVO A TODOS AQUELES QUE TÊM O FARENSE NO CORAÇÃO, VIVA AO FARENSE, VIVA A FARO, VIVA AO ALGARVE"

Saudações Farenses

quarta-feira, março 31

Farense/Centenário: 1950-1969 – Décadas de ouro do basquetebol e a I Divisão tão perto...


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Farense de 1957-58No basquetebol, o ano de 1950 marca o início de brilhante década. Revelam-se jogadores como Bastardinho I, Estevinha, Nunes, Marcos e Joaquim Vinhas, que actuou durante quase duas décadas no clube algarvio.

Em 53/54, conquistam o campeonato regional, chegam à última fase da II Divisão e são eliminados da Taça de Portugal pelo Sporting pela diferença de um ponto. Em 57/58 (o melhor desta década), já com o concurso de Fonte Santa – dos melhores atletas que passaram por Faro –, o Farense consegue um 2.º lugar na prova regional, a vitória na Zona Sul da II Divisão, derrotando o Montijo na final e uma carreira na Taça de Portugal que só terminou nos quartos-de-final.

A década de 60 não fica nada atrás do pecúlio efectuado em 50. Em 61/62, destaque-se a conquista de mais um campeonato regional e, em 64/65, pela primeira vez na I Divisão – Zona Sul, alcançou uma posição bastante meritória, depois de ter ganho o Campeonato do Algarve. Um ano depois, o 5º lugar no escalão máximo da modalidade e nova conquista regional.

A melhor época de sempre (ou, pelo menos, a melhor equipa de sempre) do Farense é a de 66/67. Ficam para a história os nomes: Vinhas, Bastardinho II (o filho), Fontainhas, Hélio, Samuel, Nobre, Estrela, Passos, Santos, Oliveira, Aleixo, Patrício e Toregão. 13 homens que conquistam mais um campeonato regional e que conseguem um registo de seis vitórias e oito derrotas na I Divisão.

Já no futebol, o Farense arrancava modestamente para a década de 50, onde voltou a estar a um passo de chegar à I Divisão Nacional. Em 1953, reforçam o Farense, pela mão de José Lopez, uma das grandes figuras espanholas da história do clube – era o treinador quando, em 1954/55, o Farense chegou às meias-finais da Taça de Portugal, sendo eliminado pelo Sporting –, três espanhóis de reconhecida valia: Celestino, José Maria e Vinueza.

Em 56/57, o SC Farense venceu a Zona Sul da I Divisão B. Treinador? Artur Quaresma. A equipa? Ventura (ou Isaurindo); Reina e Lúcio (Ferreira); Fausto Matos, Ventura e Bento; Alfredo, Realito, Campos (o goleador, com 28 golos), Balela e Queimado, sem esquecer Walter Gralho, Brito e Barão. Na segunda fase, numa «liguilha» de seis equipas, ficou em 4.º lugar, falhando o assalto ao escalão máximo do desporto-rei, cenário que se repetiria no ano seguinte.

Isaurindo; Reina, Ventura e José Maria; Vieirinha e Bento; Brito, Balela, Remígio, Realito e Queimado conseguiram sete vitórias nas oito primeiras jornadas. Na memória ficou um dos melhores jogos desse tempo: 5-0 em casa ao Atlético, com dois golos de Tarro, um ponta-de-lança espanhol que marcou uma geração. Novamente o primeiro lugar, novamente sem subir de forma directa. Na segunda fase, um comportamento meritório levou o Farense ao 3.º lugar, mas o percurso poderia ter sido melhor, não fosse a lesão de Tarro.

Nos anos seguintes, o nível das classificações baixou, atingindo-se sempre lugares na primeira metade da tabela até 64/65, época em que desceu à III Divisão. Na III Divisão, onde esteve quatro épocas, o clube passou, nas primeiras fases, por um campeonato de âmbito regional, e nas segundas fases, nunca conseguiu a subida… até 1968/69. Nessa época, já sem fase distrital, o Farense passou a primeira fase e as eliminatórias posteriores, conseguindo subir ao segundo escalão apesar de ter perdido na final da prova, derrotado pelo União de Lamas.

Fonte: por Edgar Pires em http://www.regiao-sul.pt

Memórias: Farense-Sintrense e Sintrense-Farense | época 2003-04


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Fotos gentilmente cedidas por Bruno Nabiça

quarta-feira, março 24

Memórias: Farense 1970


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Fonte: Jornal Região-Sul

segunda-feira, março 22

Memórias: O jogo adiado frente ao F.C. Porto


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Enviado por Luís Rosa

terça-feira, março 9

Memórias: Vitória sobre o Benfica - 1998


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Enviado por Luís Rosa

segunda-feira, março 1

Farense há 20 anos atrás


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Enviado por Luís Rosa

terça-feira, fevereiro 2

Sporting Clube Farense de Luto


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Heitor Fragoso, Relator do Conselho Fiscal e Joaquim Vinhas, ex-atleta do clube, faleceram

Faleceu hoje, no Hospital de Faro, o Relator do Conselho Fiscal do Sporting Clube Farense, Heitor Carlos Garrido Madeira Fragoso.

Contava 69 anos e encontrava-se radicado em Faro há mais de 40 anos.

Exerceu durante muito tempo cargos de relevância na banca – Banco Fonsecas e Burnay – de onde saiu como sub-gerente.

Exercia actualmente a profissão de Solicitador.

Foi também dirigente associativo, tendo integrado os corpos gerentes da Associação de Futebol do Algarve, e, actualmente do Sporting Clube Farense onde, na sua área, vinha a fazer trabalho de grande destaque e importância para o clube.

Hoje, também faleceu o antigo basquetebolista do Sporting Clube Farense, Joaquim Vinhas.

Joaquim Vinhas Reis , homenageado pelo Município de Faro com a Medalha de Ouro de Mérito Desportivo tinha 81 anos, foi atleta do clube durante várias décadas e treinador da equipa de basquetebol do Sporting Clube Farense.

Protagonizou enquanto atleta e treinador momentos áureos para o basquetebol do Farense.

O Sporting Clube Farense perdeu hoje um grande atleta que ficará para sempre na memória dos farenses e, ao mesmo tempo, dois grandes amigos do clube.

Às famílias enlutadas a Direcção do Sporting Clube Farense apresenta as suas condolências.


SCF – Gab. de Imprensa

segunda-feira, fevereiro 1

Faleceu Joaquim Vinhas


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Equipa de Basquetbol do Farense, anos 60 (de pé esqª para dirtª: José Carlos, Oliveira, Vinhas, Santos, Bastardinho e Castro (técnico)em baixo: Fontainhas, Nobre, Octávio, Morais e Passos)

Faleceu o antigo basquetebolista do Sporting Clube Farense Joaquim Vinhas.

O corpo encontra-se na Igreja de S.Luís.

Joaquim Vinhas Reis – Medalha de Valor Desportivo – Grau Ouro

Nasceu em Quelfes, concelho de Olhão, a 9 de Setembro de 1929 mas veio viver muito cedo para Faro.

Foi atleta do Futebol Clube Bonjoanense, mas transferiu-se muito jovem para o Sporting Clube Farense onde, durante 40 anos foi atleta e mais tarde treinador da equipa de basquetebol.

Foi autor de grandes jornadas desportivas e protagonista de grandes êxitos para o basquetebol do Farense, nos tempos áureos em que o clube militou no primeiro escalão nacional da modalidade.

Na época de 1954/55 o basquetebol do Farense, com Joaquim Vinhas como jogador, venceu o Torneio de Abertura e conquistou a Taça Associação, ficou igualmente qualificado para a 3.ª fase do Nacional da 2.ª Divisão.

Nesta mesma época venceu o Campeonato do Algarve e todos os torneios em disputa.
A época de 1958/59 marcou bem a absoluta supremacia do Sporting Farense em toda a província, vencendo o Campeonato do Algarve pela 4.ª vez e sofrendo somente uma derrota em dez jogos.

Em 1964/65 o treinador e capitão da equipa já era Joaquim Vinhas.

Condolências à família do antigo atleta do clube.

terça-feira, janeiro 26

Memórias: Farense e Estrela no Jamor


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Este vídeo foi publicado por: Rui Martins da Silva e Jorge Pereira da Silva do "Movimento Sempre TRICOLORES " e pode ser visto também em http://www.youtube.com/watch?v=JUh9Y_ik5Po

sábado, janeiro 2

Memórias do Passado: Francisco Fortes Calvo


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Fortes com Carlos Costa e Pélé num treino do Farense
Jogou no Barça, derrubou os três grandes e levou o Farense à UEFA. Agora trabalha no porto de Barcelona. Para escapar à vida de cão.

Baía, Couto, Deco, Figo, Jorge Mendonça, Pauleta, Pepe e Secretário são os portugueses que já foram campeões nacionais em Espanha. A resposta é modesta e só através de Robaina e Toñito (Sporting-2000). Mas a contribuição espanhola enche todas as medidas se falarmos de um catalão especial, não só pelo trabalho desenvolvido como jogador do Farense, entre 1984 e 1989 (11 golos em 87 jogos na 1.ª divisão), mas também como treinador do mesmo clube, onde se manteve por 11 épocas, dez delas seguidas (de Março de 1989 a Fevereiro de 1999), e conseguiu chegar à final da Taça de Portugal 1989-90, além da qualificação inédita para a Taça UEFA 1995-96.

Falamos do espanhol mais português de sempre, Paco Fortes. A 48 horas do seu 55.º aniversário, El Feo (o feio, como era alcunhado desde as camadas jovens do Barcelona, onde se formou como homem e jogador nos anos 70) já não está ligado ao futebol. A vida deu muitas voltas e Fortes teve de voltar à Catalunha para trabalhar no porto de Barcelona, como controlador. O emprego foi arranjado pela Associação dos Veteranos do Barça, que lhe encontrou esta solução na impossibilidade de gerir directamente os recursos económicos de ex-jogadores com menos de 65 anos, na idade da reforma, portanto.

Com vida feita em Portugal (sobretudo Farense, mas não só: Imortal, Lamas e Pinhalnovense; e uma passagem pelo Raja, de Marrocos), as coisas começaram a apertar em 2008, quando saiu do Pinhalnovense. A ausência de convites levaram a problemas e, a pouco e pouco, viu-se com nada, o que implicou o regresso a Barcelona, onde vivia dentro de uma carrinha em L'Hospitalet, a segunda cidade mais importante da Catalunha, a sul de Barcelona. Numa primeira instância, foi um primo de Paco quem o ajudou. Depois, apareceu o exército de salvação, a tal Associação de Veteranos. No posto de controlador, o irreverente Fortes (que, como jogador, dava 110 por cento em cada jogo e espumava da boca atrás dos rivais, características que o tornaram capitão de equipa em Faro) até já subiu um degrau na hierarquia do porto de Barcelona. Desde já, parabéns atrasados pela promoção, antecipados pelo aniversário. Ele conta episódios da meteórica carreira.

BARCELONA "Subi à primeira equipa do Barça no Verão de 1975 e lá encontrei Cruijff, Neeskens e Marinho Peres. Sim, esse mesmo, o brasileiro que mais tarde abraçaria em Portugal. Escusado será dizer que era uma equipa magnífica e ganhámos uma Taça do Rei, em 1978. Fui titular na final com o Las Palmas [3-1]. No ano seguinte, em que goleámos o Belenenses por 8-0, com hat trick do Krankl [avançado austríaco], num particular em Outubro, levantámos a Taça das Taças. Não joguei a final mas foi um orgulho enorme ter estado na Suíça, em Basileia, com o resto do plantel."

CRUIJFF "Era tudo um espectáculo: eu jogava no clube da minha vida, era titular, à excepção da tal última época [1978-79], e aprendia todos os dias com Cruijff, que era o meu companheiro de quarto. Aliás, uma vez ele ajudou-me a aumentar o ordenado, após uma reunião marcada por ele, entre ele e o presidente. O Cruijff era, de facto, uma pessoa de valor, com um coração imenso, sempre atento aos pormenores."

SELECÇÃO "Em 1976, o seleccionador de Espanha, o húngaro Kubala, ex-jogador do Barcelona, convocou-me. Fiz o meu único jogo pela selecção espanhola, em Bucareste [16 de Novembro], na qualificação para o Euro-76. Era proibido perder e o empate qualificava-nos para os quartos-de-final, numa altura em que só quatro selecções se qualificavam para um Europeu. Fui titular, lesionei-me e empatámos 2-2, a ganhar por 2-0, com um golo do Villar, aquele que agora é presidente da federação espanhola e aparece sempre ao lado do Gilberto Madaíl a apresentar a candidatura da organização do Mundial-2018. Ele era defesa do Athletic Bilbao."

OCEANO "Aos 29 anos, no Verão de 1984, cheguei a Portugal, via Valladolid. E foi duro. Logo no segundo jogo [2-0 para o Sporting em Alvalade, golos de Lito e Manuel Fernandes], havia um médio negro grande, daqueles que nunca mais acabavam, e que me marcava de forma implacável. Ele só me dava porrada, mas muita mesmo! Às tantas, irritei-me e comecei a assobiar e a dizer alto, na direcção dele: 'Perrito, vem para cá, vem para cá.' E ele nada. Pois claro. Só depois é que percebi que perrito não significa nada em Portugal. Diz-se cão. Mas fiquei com esse jogo atravessado. Na segunda volta [1-1 em Faro], apanhei-o a jeito e posso assegurar que tivemos as nossas divergências. De verdade..."

A VINGANÇA DO CHINÊS "Em 1989-90, o Farense estava na 2.ª divisão e era eu o treinador. Subimos à 1.ª e fomos à final da Taça de Portugal, com o Estrela. Eles eram mais fortes mas, mesmo assim, empatámos 1-1 no Jamor e forçámos jogo de desempate. Aí, perdemos 2-0. Na época seguinte, ganhei 1-0 no campo deles. Foi a vingança do chinês."

CHAMEM A POLÍCIA "Também nessa época, em 1990-91, houve um problema como nunca vi, em Faro. No jogo com o FC Porto, estava 0-0 até que o árbitro [Sepa Santos, de Lisboa] expulsou um jogador nosso por engano [o avançado Mané]. Foi perto do fim e os os ânimos dos adeptos começaram logo a aquecer. Depois, em cima dos 90', sofremos o 1-0 [Paulo Pereira], numa incrível dupla falta de Aloísio e Baltasar sobre o nosso guarda-redes. O árbitro mandou seguir. Bem... nem lhe conto. Ou melhor, conto: o FC Porto demorou horas para sair do estádio. Lá fora, estava uma confusão, até houve tiros. Apanhámos três jogos de suspensão. Jogámos no Barreiro [0-1 com Sporting], no Montijo [0-0 com União Madeira] e em Setúbal, onde o público era todo do Benfica mas ainda empatámos 2-2 com Vata a anular a nossa vantagem."

JANTARES OFERECIDOS "Por falar nisso, o meu primeiro golo em Portugal foi ao Benfica [1-0 em Faro, a 18 de Novembro de 1984, no mesmo dia dos 8-1 do Sporting ao Braga, com 2-1 aos 74 minutos]. Foi uma boa jogada do Rui Lopes que ludibriou dois defesas, cruzou e eu estiquei-me todo. Há 14 anos que o Farense não ganhava ao Benfica. Imagina a festa... Nesse domingo, Faro nem dormiu. Na altura, o melhor em campo ganhava o prémio de um jantar em três restaurantes diferentes da cidade. O mesmo é dizer que passei metade da semana a jantar fora de casa, sem pagar."

FC PORTO SEM TÍTULO "Outra memória agradável foi aquele golo que marquei ao super-Mlynarczyk, do super-FC Porto, três dias antes do calcanhar de Madjer ao Bayern, na final da Taça dos Campeões-87. Nesse dia, o Farense jogou em campo neutro [Portimão] mas ganhámos 1-0, enquanto o Benfica bateu o Sporting por 2-1 na Luz e festejou o título."

VAIS LEVAR QUATRO "Em Abril de 1991, o Farense já lutava para não descer de divisão. A seis jornadas do fim, o caminho estava minado com jogos em Alvalade e na Luz. Na véspera do jogo em Alvalade, passei o dia com o Marinho Peres, treinador deles e grande amigo desde os tempos que partilhávamos balneário no Barcelona. Ele disse-me a rir: 'Vais levar quatro.' E eu respondi-lhe, meio em catalão, meio em portunhol: 'Vê lá se não ficas mal-visto perante os teus adeptos.' Foi 1-0 para mim, golo de Curcic. E o Marinho saiu assobiado de Alvalade. Nas cinco jornadas seguintes, só consegui ganhar mais um jogo [3-0 ao Estrela, de Jesualdo Ferreira]. A vitória de Alvalade salvou-nos mesmo da 2.a divisão."

BIGODE RAPADO "Era a minha imagem de marca há 23 anos mas promessas são promessas. Em 1997-98, prometi rapar o bigode e caminhar 60 quilómetros, de Faro até Ayamonte, para agradecer à Virgem do Rossio, se ficássemos na 1.a divisão. Na última jornada, Belenenses e Varzim já tinham descido. Faltava um outro condenado, a definir entre nós [34 pontos], Chaves [34] e Académica [35]. Nós ganhámos 1-0 ao Rio Ave [Djukic, 44'], enquanto os outros empataram entre eles 0-0, em Chaves. Desceu o Chaves e lá tive de fazer o bigode. Quando cheguei a casa, a minha filha nem me reconheceu. Na manhã seguinte, levantei-me antes das seis da manhã, e lá me aventurei, ao lado do meu adjunto Joaquim Sequeira, para Ayamonte. Nunca tinha andado tanto a pé. Cheguei rebentado a casa, às oito da noite, mas valeu a pena, só de ver a alegria dos farenses. Tenho saudades deles, muitas, imensas. Mas tenho a certeza de que tudo se vai recompor. Eu e o clube."

Fonte:ionline
 

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