
Faleceu Joaquim Sequeira, o que era o actual técnico do Farense, foi encontrado sem vida na sua habitação. Desconhecem-se as causas da sua morte. Joaquim Sequeira deu o último treino na noite de ontem, sem aparentar algum problema de saúde.
O Blog Leões de Faro endereça à família de Joaquim Sequeira as sentidas condolências, tal como a toda a família Farense.
Lágrimas e revolta por Joaquim Sequeira
Sentiu-se mal durante a noite, saiu da cama e a esposa acompanhou-o até ao sofá onde viria a morrer, vítima de um acidente vascular cerebral. Joaquim Sequeira era o treinador do Farense e, mais do que isso, uma referência do clube, ligado que esteve a alguns feitos retumbantes.
“É uma perda enorme. Deixa-nos um homem que amava este clube e ao qual tinha dedicado boa parte da sua vida, nas mais diversas funções. Sentimos uma tristeza enorme e também uma grande revolta interior”, são as palavras de António Barão, presidente do Farense.
Horas antes, no treino, “estivemos a conversar e nada fazia prever um acontecimento tão nefasto. O Farense, a cidade de Faro e o desporto algarvio estão de luto. Perdeu-se um profissional dedicado e um grande homem”, frisou, emocionado.
Como jogador, Sequeira ajudou o Farense a subir da 3.ª à 1.ª Divisão em apenas duas épocas (68/69 e 69/70) e enquanto adjunto de Paco Fortes fez parte da equipa técnica que alcançou a melhor classificação de sempre (5.º lugar em 94/95) e a consequente participação na Taça UEFA.
Consternação. A morte de Joaquim Sequeira deixou o grupo que dirigia em estado de choque. O funeral realiza-se amanhã, sexta-feira, às 10 horas, da Igreja de S. Luís para o cemitério novo de Faro e os capitães (Barão, Bruno, Caniggia e Luís Afonso) fazem questão de carregar o caixão, caso a família autorize.
Morte de Sequeira deixa Cajuda chocado
ATUAL TÉCNICO DO SHARJAH RECORDA AMIGO
Manuel Cajuda, amigo e antigo colega de equipa de Joaquim Sequeira, confessou-se “chocado” com a morte do treinador do Farense, vítima de um AVC. “Como é possível acontecer uma coisa destas ao Joaquim? Falámos há uns dias, uma daquelas conversas normais de amigos e homens do futebol, e ele parecia-me muito otimista”, explicou o atual técnico do Sharjah, do Emirados Árabes. Cajuda lembra a forma como Sequeira o recebeu no Farense: “Jogámos juntos lá, durante 5 ou 6 anos, e foi ele um dos que me acolheu quando me transferi, ainda novo, do Olhanense para o Farense. E foi difícil, pela rivalidade doentia entre os adeptos dos dois clubes. O Joaquim amparou-me e ficámos amigos para sempre. É um pedaço de mim e da minha história que desaparece.”