detalhes. SC Farense - Os Leões de Faro | Um emblema do Algarve

quarta-feira, março 31

Farense/Centenário: 1950-1969 – Décadas de ouro do basquetebol e a I Divisão tão perto...


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Farense de 1957-58No basquetebol, o ano de 1950 marca o início de brilhante década. Revelam-se jogadores como Bastardinho I, Estevinha, Nunes, Marcos e Joaquim Vinhas, que actuou durante quase duas décadas no clube algarvio.

Em 53/54, conquistam o campeonato regional, chegam à última fase da II Divisão e são eliminados da Taça de Portugal pelo Sporting pela diferença de um ponto. Em 57/58 (o melhor desta década), já com o concurso de Fonte Santa – dos melhores atletas que passaram por Faro –, o Farense consegue um 2.º lugar na prova regional, a vitória na Zona Sul da II Divisão, derrotando o Montijo na final e uma carreira na Taça de Portugal que só terminou nos quartos-de-final.

A década de 60 não fica nada atrás do pecúlio efectuado em 50. Em 61/62, destaque-se a conquista de mais um campeonato regional e, em 64/65, pela primeira vez na I Divisão – Zona Sul, alcançou uma posição bastante meritória, depois de ter ganho o Campeonato do Algarve. Um ano depois, o 5º lugar no escalão máximo da modalidade e nova conquista regional.

A melhor época de sempre (ou, pelo menos, a melhor equipa de sempre) do Farense é a de 66/67. Ficam para a história os nomes: Vinhas, Bastardinho II (o filho), Fontainhas, Hélio, Samuel, Nobre, Estrela, Passos, Santos, Oliveira, Aleixo, Patrício e Toregão. 13 homens que conquistam mais um campeonato regional e que conseguem um registo de seis vitórias e oito derrotas na I Divisão.

Já no futebol, o Farense arrancava modestamente para a década de 50, onde voltou a estar a um passo de chegar à I Divisão Nacional. Em 1953, reforçam o Farense, pela mão de José Lopez, uma das grandes figuras espanholas da história do clube – era o treinador quando, em 1954/55, o Farense chegou às meias-finais da Taça de Portugal, sendo eliminado pelo Sporting –, três espanhóis de reconhecida valia: Celestino, José Maria e Vinueza.

Em 56/57, o SC Farense venceu a Zona Sul da I Divisão B. Treinador? Artur Quaresma. A equipa? Ventura (ou Isaurindo); Reina e Lúcio (Ferreira); Fausto Matos, Ventura e Bento; Alfredo, Realito, Campos (o goleador, com 28 golos), Balela e Queimado, sem esquecer Walter Gralho, Brito e Barão. Na segunda fase, numa «liguilha» de seis equipas, ficou em 4.º lugar, falhando o assalto ao escalão máximo do desporto-rei, cenário que se repetiria no ano seguinte.

Isaurindo; Reina, Ventura e José Maria; Vieirinha e Bento; Brito, Balela, Remígio, Realito e Queimado conseguiram sete vitórias nas oito primeiras jornadas. Na memória ficou um dos melhores jogos desse tempo: 5-0 em casa ao Atlético, com dois golos de Tarro, um ponta-de-lança espanhol que marcou uma geração. Novamente o primeiro lugar, novamente sem subir de forma directa. Na segunda fase, um comportamento meritório levou o Farense ao 3.º lugar, mas o percurso poderia ter sido melhor, não fosse a lesão de Tarro.

Nos anos seguintes, o nível das classificações baixou, atingindo-se sempre lugares na primeira metade da tabela até 64/65, época em que desceu à III Divisão. Na III Divisão, onde esteve quatro épocas, o clube passou, nas primeiras fases, por um campeonato de âmbito regional, e nas segundas fases, nunca conseguiu a subida… até 1968/69. Nessa época, já sem fase distrital, o Farense passou a primeira fase e as eliminatórias posteriores, conseguindo subir ao segundo escalão apesar de ter perdido na final da prova, derrotado pelo União de Lamas.

Fonte: por Edgar Pires em http://www.regiao-sul.pt

Memórias: Farense-Sintrense e Sintrense-Farense | época 2003-04


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Fotos gentilmente cedidas por Bruno Nabiça

terça-feira, março 30

Renascer aos 100 anos


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A data celebra-se no Dia das Mentiras, mas a realidade não é para brincadeiras: na altura em que completa um século de existência, o Farense necessita de vender património para eliminar o passivo e seguir os passos da estabilidade, há tanto arredada do clube que continua a ser o mais representativo do Algarve no desporto português, sobretudo no futebol. A dívida ronda os dez milhões de euros e a alienação do Estádio São Luís parece ser a solução, mas o caso arrasta-se e ninguém sabe se terá fim.

"Os nossos grandes problemas são financeiros e só depois de os resolver podemos dotar o Farense de uma gestão equilibrada, que lhe dê estabilidade e saúde", assegura António Barão, o presidente. O dossiê da venda do São Luís está na Câmara, que "procede à sua análise, com a certeza de que é aliciante e do interesse da cidade e, por conseguinte, da edilidade", adianta, revelando que o projecto engloba um hotel de cinco estrelas, spa, clínicas, cinemas e parque de estacionamento.

Sem especificar os valores em cima da mesa - embora diga que o montante tem de ser suficiente para eliminar o passivo -, o líder dos leões de Faro prefere abordar o centenário, rejeitando "arranjar culpados" pela crise, embora saliente as "falhas de gestão e o gastar ao desbarato". As responsabilidades hoje são diferentes, e o presidente divide-as com "a autarquia e a sociedade civil, que não podem ficar indiferentes ao papel de um clube que movimenta quase milhar e meio de atletas", a maioria jovens.

Pese todos os problemas, Barão acredita que estes dias podem marcar o renascimento do Farense. O futebol tenta subir à II Divisão, o basquetebol está bem e recomenda-se, e os sócios, a caminho dos três mil, acreditam na recuperação. As empresas vão dando algum apoio, mas o protocolo com a Câmara Municipal tarda em ser cumprido. "É uma luta complicada, e os contactos não têm sucesso, já que a entidade camarária diz não possuir verbas para satisfazer o acordado, mormente em relação ao nosso trabalho de formação."

O Farense, garante, não quer esmolas. "Resolvendo o problema do estádio, teremos uma base para gerar receitas." De resto, o sonho comanda a vida… "Prenda? Subir de divisão, vender o património e fundar uma miniacademia, com relvado sintético, ginásio, courts de ténis, enfim, um espaço próprio para os sócios terem maiores regalias e onde nós pudéssemos apostar mais forte na formação", conclui.
Fonte: por Manuel Rodrigues em http://www.ojogo.pt

António Barão em entrevista


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Fonte: APAMagazine
Retirado de http://faroparaacoisa.blogspot.com/

O Autocarro do S.C.Farense já remodelado


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Fonte: http://faroparaacoisa.blogspot.com/

Farense/Centenário: 1930-1949 – Do «Oitavo Exército» ao «Desperdício de Faro»…


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Nos anos 30, o Farense começa a evidenciar-se, ficando muito perto de atingir o topo do futebol nacional, nos alvores da criação da I Divisão.

A 8 de Outubro de 1933, o Farense derrotou o Louletano por 17-0, um dos registos mais volumosos de sempre. A equipa (Aurélio; António Serrano e António Jorge; João Coelho ou Chumbinho, Vivaldo e Joaquim da Rosa; Teodoro, Valêncio, António Gralho, Marti e Rolo) acabaria por vencer o Campeonato do Algarve, numa finalíssima disputada em Olhão com o Portimonense. O árbitro? João Gralho, esse mesmo, fundador do Farense. Houve pedras pelo ar, invasão de campo, pancadaria, mas a equipa de Faro bateu o adversário por 4-0.

A segunda metade da década de 30 marca um dos períodos mais brilhantes da história do emblema algarvio. Por estas alturas, o Farense contratou o seu primeiro treinador especializado e profissionalizado, o ex-internacional Carlos Alves, avô de João Alves, ambos conhecidos pelas «luvas pretas».

Em 1937/38, o Farense foi novamente campeão do Algarve. Terá sido, rezam as crónicas, a equipa que melhor futebol praticou na história do clube. Os nomes: Assunção; Venâncio e António Jorge; João Coelho, Marti e Joaquim Rosa; Blé Catarino, Filipe Silva, Vilanova, Mariano e Jorge Gralho.

Foi sem treinador (Carlos Alves tinha saído) que o Farense iniciou uma das mais brilhantes épocas da sua carreira, em 1939/40, vencendo a II Divisão. A equipa-tipo: Assunção; Zita e Domingos Mendonça; Aurélio, Marti e Pirete; Blé Catarino, Jorge Gralho, Palmeiro, Vilanova e Nunes. Os farenses venceram a primeira fase com um ponto de vantagem sobre o Olhanense e, depois, eliminaram Luso de Beja e Casa Pia. Na Tapadinha, o Farense encontrou-se com o vencedor da zona Norte, o Boavista, e bateu os portuenses por 3-2. Porém, os regulamentos reservavam a máxima prova do futebol nacional a um conjunto reservado de emblemas e a turma de Faro não subiu à I Divisão Nacional, cenário que mudaria dois anos depois, então em prol do Olhanense, o primeiro clube algarvio no escalão máximo do futebol luso.

O Farense respondeu com a contratação de elementos valiosos como Norberto Franco e Conceição Rodrigues, numa equipa comandada, de novo, por Carlos Alves, e à qual foi atribuída o epíteto de «Oitavo Exército». No encontro com o primodivisionário Olhanense (dos históricos Grazina, Abraão e Cabrita), a equipa de Faro venceu 3-2, com um «hat-trick» de Rodrigues. Depois de várias goleadas, uma péssima segunda volta deitaria por terra as hipóteses de conquistar o Campeonato do Algarve.

É igualmente na década de 30 que arranca a prática da segunda modalidade do Farense, o basquetebol. O emblema de Faro foi 3.º classificado no primeiro campeonato da história. Os pioneiros desta modalidade na capital algarvia foram José Gonçalves, António Rio, José Farracha, Luz, António Dias e José Libório. Farracha, o grande impulsionador da modalidade, é o treinador do «cinco» que conquista o primeiro Campeonato do Algarve, em 1940/41. Também vem desta altura o início de outras modalidades ditas amadoras no Farense, como o ciclismo – uma equipa participou até na V Volta a Portugal, em 1934. E no ténis de mesa, 1943 foi o primeiro grande ano, com diversas vitórias em troféus regionais. A vitória na Taça Náutico, dez anos depois, consagra uma das triplas mais fortes de sempre: Madeira, Paraíso e Humberto.

No futebol, após a excelente década de 30, seguiu-se uma «travessia do deserto» que levaria mesmo o Farense a alterar a sua denominação. Segundo explica o livro «História e Vida do Sporting Clube Farense», alguns propunham a fusão com o Lisboa e Faro, mas este recusou, por isso avançou-se apenas para a mudança de nome para Clube Desportivo de Faro, que existiu entre 1 de Abril de 1946 e 1 de Setembro de 1948, sendo conhecido na capital algarvia como o «Desperdício de Faro». Uma «crise de identidade» que durou pouco tempo...

Fonte: Por Edgar Pires em http://www.regiao-sul.pt

segunda-feira, março 29

Espectáculos - Centenário do Farense


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Séniores do Basquetebol já tem adversários


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Já são conhecidas todas as equipas apuradas para a fase zonal sul do campeonato nacional CNB2:

série Centro-Sul: Gaeirense Basket e Chamusca B.C.
série Sul A: Juventude Palmela e Estoril Basket
série Sul B: Salesianos/ECC e S.C. Farense
série Açores vem o Angrabasket

O início dos jogos está previsto para o dia 17 de Abril e os dois primeiros classificados terão acesso à subida de divisão para o campeonato nacional CNB1.

Juvenis empatam a jogar com 9


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Colaboração: João Carlos Entrudo

Júniores derrotados em jogo cheio de golos!


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Colaboração: JJ

Farense/Centenário: 1910-1929 – O nascimento do clube e os primeiros sucessos


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O nascimento do Farense está ligado à difusão da prática do futebol e à divulgação das suas regras na capital algarvia. Mas quem introduziu verdadeiramente o futebol na região? O livro «História e Vida do Sporting Clube Farense», da autoria de Luís Vaz da Costa, editado em 1982, aborda duas teorias: ou marinheiros ou estudantes.

Seja como for, operários e empregados de comércio aderiram ao novo passatempo e João Gralho destacou-se entre os demais, promovendo a ideia da criação de um clube de futebol. Ele seria organizador, orientador técnico, treinador, encarregado de encher a bola, capitão e cobrador.

Outros fundadores ficam para história: António Marcos, José Guerrilha, Manuel Sousa, João Rodrigues, Francisco Albino, João Gregório, Manuel Tavares da Cruz, José Nugas, José Encarnação, José Joaquim Aleixo, Joaquim Bento, Francisco Lima, José Domingues, José Maria Vilaça Guedes, os irmãos Florindo, os irmãos Moleiro e António Gago, entre outros.

1 de Abril de 1910 marca, portanto, o nascimento do segundo clube mais velho da região, só ultrapassado pelo Ginásio Clube Olhanense. O nome? Boa parte da população tinha afecto pelo Sporting… O primeiro equipamento? Um «jersey» «alvinegro» e calções pretos...

Nos primeiros tempos, a “sede era móvel”. Tudo começou no Jardim Manuel Bívar, mas a taberna de uma espanhola (que também servia de balneário!...), Largo do Sol Posto (primeira sede a sério), Largo Manuel Belmarço, Igreja de São Pedro, Rua Conselheiro Bívar, Casa Verde, Rua de Santo António, Cinema e Café Aliança também foram palcos da vida do clube. Na Rua Ferreira Pinto, número 6, sede durante anos, fixou-se nos finais de 40/inícios de 50.

Por outro lado, o primeiro campo de futebol em Faro foi o Largo de São Francisco. O Santo Stadium (em homenagem ao homem que mais batalhou pela sua criação, Manuel Santo), hoje denominado São Luís, e o Estádio da Senhora da Saúde, onde hoje é a RDP, foram outros palcos onde o Farense alinhou.

Quanto às primeiras equipas do clube da capital algarvia, existem duas versões e algumas dúvidas, relatadas naquele volume. João Rodrigues (keeper); Guerrilha (back-direito) e Manuel Sousa (back-esquerdo); José Teixeira (half-back-direito), Manuel Tavares da Cruz (half-back-centro) e José Aleixo (half-back-esquerdo); Francisco Lima (ponta-direita); António Marcos (meia-direita), João Gralho (avançado-centro), Bento (meia-esquerda) e José Nugas (ponta-esquerda) é um dos «onzes» citados.

No primeiro Campeonato de Faro, disputado em 1914, o Farense conquistou o primeiro triunfo da sua história. Em 1917, no primeiro Campeonato do Algarve, no qual não há vencedor unânime, segundo o livro de Vaz da Costa: para uns, o SCF, para outros, a Associação Académica do Liceu de Faro.

O Sport Lisboa e Faro (SLF), ligado ao Benfica, era então o grande rival do SCF, mas a competição com o Olhanense aumentava cada vez mais, gerando imensas histórias. Desde logo, a da fuga após um Olhanense 1-6 Farense, com os adeptos da casa a prepararem-se para linchar e espancar os jogadores contrários e estes a meterem a trouxa debaixo do braço, fugindo a sete pés para a estação da CP, situada perto…

Em 1922, o Sporting visita o Algarve: depois de golear o Olhanense (4-0) é derrotado em Faro (3-2). Nesse ano, o Farense filia-se no clube leonino, tornando-se o segundo «filho» do «leão». Dois anos depois, a turma de Olhão vence o Campeonato de Portugal e começa a assumir plano de destaque no duelo a dois: no mesmo ano, vence o seu rival de Faro na final do Campeonato do Algarve, por 1-0, através da marcação de um «penálti» polémico…

Fonte: Por Edgar Pires em http://www.regiao-sul.pt

Séniores Basquetebol também na 2ª fase


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A equipa de Séniores Basquetebol do Sporting Clube Farense depois da vitória obtida no passado Sábado em Vila Nova de Cacela frente ao Juventude de V.R.S.A. por 55-63 terminou em 2.º lugar, com 11 vitória e 3 derrotas, na Série Sul-B, classificando assim para a 2.ª fase da prova, neste seu forte regresso às competições, após um interregno de 4 anos!

Trata-se assim de mais uma boa noticia para os sócios que na semana do Centenário do Clube vêm assim as suas equipas Séniores, de Futebol e de Basquetebol, a disputarem as respectivas fases finais das provas!

Secção de Basquetebol do Sporting Clube Farense

domingo, março 28

Cabeceamento de Àlvaro para garantir os 3 pontos


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Fotos de José Luís Silva

quarta-feira, março 24

Farense na final da taça após muito sofrimento


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Penalties:

1. nº77 1 - 1 Bruno (1º)
2. nº17 2 - X Luís Lopes
3. nº5 X - X Cannigia
4. nº21 3 - 2 Idalécio
5. nº7 X - 3 Rodrigo
6. nº16 4 - 4 Norberto
7. nº 3 X - X Quadros
8. nº 7 5 - 5 Alemão
9. nº18 X - 6 Galanducho


No outro jogo o Lagoa bateu o Quarteirense por 1 a 0. A data e local da final ainda não estão definidos. Farense e Lagoa nunca venceram o troféu.

Joaquim Mendes para atacar a subida


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Joaquim Mendes
Fonte: Jornal " A Bola" 24/3

Memórias: Farense 1970


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Fonte: Jornal Região-Sul

terça-feira, março 23

Farense a 1 vitória da 2ª fase


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Séniores Basquetebol FarenseOs séniores do basquetebol do Farense jogam no próximo Sábado uma cartada decisiva no desenrolar da temporada. Só a vitória interessa pois esta dará o apuramento para a 2ª fase, a derrota do Farense dará o apuramento ao Despertar e aos Salesianos (já apurado).

O jogo disputa-se no Pavilhão Desportivo de Vila Nova de Cacela pelas 17:30 horas e o adversário é o Juventude B.C. . O apoio dos adeptos será de certeza bem vindo aos nossos valorosos atletas neste jogo que é uma autêntica "final".

Júniores perdem em Oeiras


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Colaboração: JJ
 

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